No meio do gol

domingo, 7 de dezembro de 2008

Uma hora, quem sabe, isso aqui volta.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

This is the end, Beautiful friend
This is the end, My only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die
This is the end

(
The End, The Doors)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Gigante

Madrugada de domingo para segunda. O cronômetro da tela marcava 2min42 para o fim. O placar, 14 a 10 a favor do "time perfeito".

- Ainda dá tempo - digo eu.
- Isso não é Madden! - exclama o amigo do outro lado do MSN.
- Melhor ainda! - respondo, meio que num rompante profético.

O que aconteceu depois, quase todo mundo já sabe. O irmão menor conseguiu se livrar da sombra do irmão maior, fez um milagre, entregou de bandeja para o cara de tornozelo estourado virar o jogo e ainda viu no fim o "Sr. Perfeição" não tirar os coelhos da cartola e comer um pouco mais de grama (isso sem contar que uma famosa modelo "deu para trás" em uma promessa feita antes do jogo. Que feio!).

Yeah. Football is a little surprise box.

E agora: o que eu faço até setembro?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Heresia

- Ei! Que foto bizarra! - exclama a interlocutora.
- Hahaha...
- O cara deve estar tirando um fiapo de carne...
- Você não tinha gostado da outra, aí troquei.
- ...ou de manga... Vai saber!
- ...
- Ou deram um soco na boca dele, daí o dente ficou molinho... Hahahaha...
- Haha... Dente molinho foi boa.
- Olha o olhar dele! (do tipo: ai... Vou mijar nas calças!)

Diante deste diálogo, só consigo fazer um questionamento: fogueira, crucificação ou injeção letal?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Corintiano roxo

Há alguns dias, tinha lido em algum lugar que o Corinthians iria lançar um terceiro uniforme, roxo. Eu não tinha levado a informação muito a sério, pelo menos até hoje, quando liguei o computador. Sim, o Corinthians tem um terceiro uniforme roxo agora. E até que ficou legal, apesar dos comentários recalcados, sobretudos vindos de adeptos daquela coisa localizada na Zona Sul da capital paulista (que sonham mesmo em ter uma camisa igual a do Palermo).

Segundo o release da assessoria de imprensa da Nike, "a partir de março, o Timão terá um terceiro uniforme na cor roxa. Torcedor roxo é aquele fanático pelo time do coração, que não o abandona nem mesmo nos momentos mais difíceis. Em outras palavras, é o corintiano que está mostrando, dia após dia, o amor que sente pelo time". É, a sacada até que foi boa.

Porém... Um uniforme roxo para o Corinthians não é, na verdade, totalmente uma novidade. E nem estou falando das camisas pretas que desbotavam, não.

Estava quase no fim o ano de 1997. A EA Sports colocava no mercado o Fifa 98 - aliás, o primeiro jogo da série que eu tenho pra PC e que desencadeou todo um vício, a começar pela música-tema: Song 2, do Blur (isso sem contar o modo de disputar as eliminatórias com qualquer seleção do mundo, o estádio Indoor, etc etc etc.)

Como não poderia deixar de ser, o jogo também vinha com times brasileiros, sim. Flamengo, Palmeiras, Grêmio, América-RJ (!!), Barreira (!!!!!!), entre outros. Ah, sim, e o Corinthians, é óbvio.

No entanto, naquela época, o núcleo de pesquisa da EA Sports para o Fifa era, digamos, fraquinho, fraquinho (é claro que deu uma melhorada substancial anos depois, sobretudo com a ajuda de gente de todo o mundo - eu incluso, por que não? -, mas isso é uma outra história). Pois bem: uma das bizarrices era justamente o uniforme reserva do Corinthians. Roxo.

Eu nunca tinha entendido direito o porquê de terem escolhido roxo. Acho que hoje eu entendi. E assim se desvenda mais um mistério da minha infância/adolescência.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Espasmo poético-humorístico 2

Garota, eu vou para Belgrado
Ser torcedor do Partizan
Traçar a Ana Ivanovic
E dar um golpe em um kosovar

Obs nº 1: este blogue comemora o vice-campeonato da (aaaaaaaaaaah) sérvia Ana Ivanovic no Aberto da Austrália. Ela, que foi derrotada pela (aaaaaaaaaaah) russa Maria Sharapova na final de hoje (ou ontem, sei lá, o fuso horário é um troço muito confuso).

Obs nº 2: este blogue também apóia Novak Djokovic (sem suspiro, porque isso é um blogue macho, e seu dono idem) na decisão deste domingo do torneio supracitado. O cara só fez de sapato na semifinal um tal de Roger Federer (e com orgulho, bato no peito e digo: eu vi esse jogo! Mesmo só tendo dormido uma hora e meia durante a noite).

Obs nº 3: apesar do post estar, digamos, com um tom altamente sérvio, eu não sou uma reencarnação do arquiduque Francisco Ferdinando ou afins. (se bem que... momento FA: eu preferiria ser um discípulo de Sééééééééérvulo!)

Obs nº 4: o blogue voltou, cambada. E com sangue nos óio, faca entre os dentes e tudo o que tem direito. Espero.

domingo, 23 de setembro de 2007

Só tenho uma coisa a dizer

Um time que perde para o XV de Jaú, com um gol de zagueiro, tem que cair para a segunda divisão mesmo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Espasmo poético-humorístico

Batatinha quando nasce
esparra pelo chão
a menina sofre de insônia
e acaba com a minha rima

(Desculpem, mas não pude me segurar. Aguardo os ovos e os tomates.)

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Quando o tênis pode não ser sério

Sim, no domingo que passou, Roger Federer ganhou mais um título. Mais um Grand Slam (o 12º). Mais um Aberto dos EUA (o quarto, seguido). Mas ao contrário dos últimos tempos, não foi o espanhol Rafael Nadal, número dois do mundo, o oponente do suíço na decisão.

Em Flushing Meadows, o sérvio Novak Djokovic chegou pela primeira vez a uma final de Grand Slam - antes, nesta mesma temporada, ele já havia batido na trave duas vezes, em Wimbledon e Roland Garros, quando acabou caindo nas semifinais.

Para falar a verdade, até esse Aberto dos EUA, nunca tinha tomado conhecimento do cidadão. Pelo menos até o jogo da segunda rodada, quando Djokovic venceu o tcheco Radek Stepanek em um jogaço de quase cinco horas. Não só pelo jogo, mas também pelo fato de, depois do confronto, ao invés de os dois tenistas se cumprimentarem na rede, protocolarmente, como geralmente acontece, Stepanek pulou o obstáculo e deu um abraço no sérvio.

Mas não foi só isso. Não bastasse a competência de Djokovic dentro da quadra - tanto que acabou chegando à final -, esse sérvio de 20 anos mostrava um carisma muito grande fora dela. E além dos pontos obtidos em cada jogo, o tenista também ganhava o público com seu talento de tirar risos dos torcedores.

Deixando muito Tom Cavalcante e similares com inveja, Djokovic atacou de imitador em Nova York - o que, aliás, não era novidade, já que ele já tinha feito isso em Roland Garros também. As "vítimas"? De Maria Sharapova a Roger Federer, passando por Rafael Nadal, Andy Roddick...


Primeiro, nos bastidores; depois, na quadra principal, para o delírio da galera...

Porém, como diria o comercial da Polishop, "não é só isso!". Vasculhando o nosso oráculo sagrado YouTube, descobri mais um talento de Djokovic: o de cantor!


I will surviiiiiiiiiive!!

Isso foi durante um programa da televisão francesa que foi feito quando da disputa de Roland Garros, neste ano. Essa dupla de humoristas - se assim posso dizer - ficava em uma espécie de "lavanderia-karaokê" do complexo de quadras onde é disputado o Grand Slam e, de vez em quando, recebia a "visita" de alguns ilustres conhecidos.

E não, não foi só Djokovic que soltou a sua voz em Paris, não... Quer dizer, teve gente que nem cantou direito, mas entrou na festa mesmo assim, dublando, gritando ou só rebolando mesmo.


Os três vídeos juntos tem uns 15min, mas valem cada segundo.

Como se vê, o tênis parece, mas só parece, um meio sério. Mas ainda assim, deve ser bem legal ser tenista. Mas fazer o que, agora já é meio tarde para mudar de profissão. Ou não.

domingo, 2 de setembro de 2007

Sobre bolachas, estádios cheios e rádios no último volume

Não tinha entrado em site de notícias nenhum hoje, nem liguei nenhum rádio, tampouco assisti a algum telejornal. Mas soube (sem ninguém me contar) que o São Paulo venceu o Paraná por 6 a 0, no Morumbi, e ficou ainda mais perto do (justo*) quinto título brasileiro.

Como fiquei sabendo? Ah, muito simples. Existe um vizinho aqui da rua de cima "fanático" pelo time da Vila Sônia. Aliás, ele faz isso em todo jogo que o time dele ganha: aumenta o rádio quando saem os gols. Ok, nada contra, deixa o rapaz comemorar, não é mesmo? Aliás, nem sei se é rapaz, se é moça, nem conheço a pessoa em questão.

Apesar de o rádio no último volume já ser expediente meio corriqueiro por aqui em cada gol do SPFC, só agora que me caiu uma ficha. Para o cara aumentar o rádio, ele tem que estar em casa. E se ele está em casa... Ele não está no estádio. Sim, estou tentando entender: o time do cara está bem no campeonato, está bem perto de ser pentacampeão brasileiro e o cara fica em casa ouvindo o jogo? Mas que raio de torcedor é esse? Ainda mais aqui para esses lados, onde até que é razoavelmente fácil de se deslocar até o "isolado" Morumbi.

O jogo do São Paulo de hoje, sábado, teve promoção da Nestlé, daquelas que você troca bolachas por ingressos. Com o time bem na tabela, com uma ampla vantagem para o segundo colocado, já era de se esperar um estádio cheio; com a promoção da bolacha, então, era para estourar a boca do balão. Vai ver o cara ia no jogo e não conseguiu trocar as bolachas, os ingressos já tinham acabado, sei lá.

Na minha busca por uma resposta, fui procurar uma ficha do jogo. E o que eu já desconfiava se confirmou: o público no Morumbi foi de apenas 36 mil pessoas. De um estádio onde cabem 70 mil, em um jogo que o time tinha tudo para embalar ainda mais no campeonato - como embalou, pelo menos dentro de campo... Me desculpem, mas isso é uma vergonha.

Talvez o Emanuel tivesse razão quando escreveu aquelas inspiradas linhas em 16 de outubro do ano passado: o torcedor são-paulino sofre de uma crise de auto-afirmação mesmo. Ou ainda nem goste de futebol, vai saber.

Para finalizar o post de retorno (após quase dois meses), não poderia esquecer de mais um detalhe: sábado passado, também teve promoção da Nestlé em um jogo em São Paulo. O mandante estava (ou melhor, está) em crise, na parte inferior da tabela, com uma baita confusão política e um time fraquíssimo - tanto que tomou de 3 a 0 na cabeça. O público? Ah, "só" 32 mil pessoas, e em um estádio que não recebe mais de 40 mil. Parabéns para nós.

*Sim, o título do SPFC é justo, sim. É um time normal, mas com um sistema defensivo muito sólido e que acaba fazendo a fama de um bom goleiro, mas que é ultravalorizado - e que nem gol de falta tem marcado mais.